Tolkien é “Sessão da Tarde” que agrada

Você provavelmente deve saber que eu sou completamente apaixonado por George R. R. Martin, mas talvez não saiba que meu grande amor antes dele se chamava J. R. R. Tolkien (acho que tenho queda por R. R). Li “O Senhor dos Anéis” pela primeira vez com 13 anos, assim que comecei a jogar RPG e me apaixonei pelo mundo.

Em 2000, quando vi o primeiro trailer da adaptação cinematográfica, quase dei pane no meu PC de tanto que ele ficou no repeat. Após o lançamento do primeiro filme em DVD, eu o assistia TODO DIA de noite por UM ANO! Esse era o meu nível de obsessão (e você achando que eu ter visto 11 vezes todas as temporada de Game Of Thrones, era muita coisa né?).

E esse amor por Tolkien se manteve aqui, apesar de ter encontrado um competidor. Quando fiquei sabendo que uma “biografia” do escritor seria feita para os cinemas fiquei, como pode imaginar, empolgadaço.

Assisti com muito entusiasmo ao filme e fiquei feliz com o resultado. O filme não é uma obra-prima (como eu acho que o escritor merecia), porém entrega muito bem o que se propõe: aproximar o leitor do ídolo. O melhor é que a produção não caiu no que a maioria dos produtores contemporâneos gostam de usar, a referência frenética de tudo o que vimos da obra adaptada do autor no cinema.

Existem referências? É claro, mas ela é feita de maneira coesa, deixando claro que na verdade, aquilo já havíamos visto nas telas a partir do ano 2000, antes de tudo foi imaginado na mente de Tolkien. Foi emocionante ver coisas como um Balrog em meio ao campo de batalha, ou de onde surgiu o nome e as características de como ser um “bom amigo” e até mesmo os Nazgûl (e Sauron) atormentando John Ronald Reuel Tolkien. Tudo de maneira sucinta e bela.

Não é uma grande produção, logo, os efeitos visuais são comedidos, mas em nenhum momento atrapalham a experiência do expectador. Alguns outros pontos da vida do autor poderiam ter sido mais explorados, porém talvez se isso fosse feito poderia acabar caindo justamente no que citei acima, e teríamos referências atrás de referências.

No fim, o filme acaba sendo no estilo daqueles clássicos da “Sessão da Tarde”, que não são obras fantásticas, mas que toda vez que estão passando se torna impossível não parar e assistir novamente. Uma homenagem simples e singela, que nos aproxima da alma e da mente que criou a Terra Média e que principalmente, deixa a mensagem que o escritor sempre reforçou em toda a sua obra: a força da amizade!

Nerd: Carlos AVE César

EXAGERADO! Jogado aos seu pés, eu sou MESMO EXAGERADO! Filho único, egoísta, mimado e mal-humorado. Produtor de Eventos, Engenheiro de QA e butequeiro! Buscando CONHECIMENTO, com cachorro-quente e guaraná. Também sou a personificação da Vingança! Twitter: @ONovoNerd Facebook: http://www.facebook.com/carloscesarcarvalho

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