Red Dead Redemption – O melhor jogo de uma geração?

Estamos há pouco mais de dois meses do grande lançamento do mundo Gamer de 2018: Red Dead Redemption 2 já foi confirmado, têm vídeos de trailer, Vídeos de Gameplay e muita, mas muita gente animada para o que promete ser o lançamento do ano.

(Foi mal Kratos!)

Para pavimentar a estrada para o lançamento de RDR2, pensei em conversar um pouco mais com vocês sobre o que eu considero um dos melhores jogos da 7ª Geração de Consoles. Red Dead Redemption. O primeiro.

A Rockstar tem Pedigree, temos de concordar.

Muita gente pode questionar a administração da empresa ou a forma com que os jogos são desenvolvidos lá dentro (O diretor responsável pelo primeiro RDR não está na empresa por “diferenças” com os presidentes da Rockstar, então, podemos apenas imaginar). Mas algo que é inegável é o polimento que os jogos da empresa possuem.

Vamos focar no lançamento de 2010 aqui, então.

O que foi lançado de grande no ano?

Tivemos Expansões de GTA IV, os lançamentos de Bioshock 2, Assassins Creed 2, Super Mario Galaxy 2, God of War 3 e Mass Effect 2.

Isso apenas para citar alguns lançamentos, tivemos jogos do PS2 portados para o PS3 como o incrível Persona 3. (Corações pulsantes aqui)

Definitivamente não foi um ano fraco.

A 7ª Geração durou até pelo menos 2015? (há quem defenda que ela ainda não acabou, visto que ainda há lançamentos para as plataformas, mas é difícil defender esse ponto de vista) Então talvez seja um pouco demais afirmar que RDR tem o título de melhor jogo da geração. Anos depois tivemos os lançamentos de GTA V e The Last of Us, que estão no patamar “Como Fizeram esse jogo rodar aqui?”, então, a pergunta que fica é, novamente, o que RDR tem que faz desse um jogo tão incrível?

O fator surpresa, com certeza é importante.

lance quando eles não estiverem esperando!

Red Dead Redemption é a continuação do jogo Red Dead Revolver, de 2004, que teve seu desenvolvimento primeiro sob as asas da Capcom, no estúdio Angel Studios, que mais tarde viria a se tornar a Rockstar San Diego. O jogo foi abandonado em 2003 e lançado pela Rockstar em 2004 alcançando uma média bem alta, 74% no Metacritics.

Seis anos depois, a continuação viria a ser lançada. Quase como um Reboot da série, não esperando do jogador nenhum nível de conhecimento prévio sobre a história do jogo, você é colocado na pele de John Marston, um fora da lei em busca de redenção. Um personagem sisudo, de passado violento que você vai descobrindo mais ao longo do jogo.

A introdução de Red Dead é um soco no estômago!

a gente sabe, John…

O Velho Oeste está morrendo.

Toda a premissa de Red Dead é que o jogo se passa no fim do que foi o Velho Oeste, em 1911. A modernidade está chegando no Oeste dos Estados Unidos, e o que antes foi uma terra sem lei, agora está sendo colocada nos eixos. John é talvez o bastião desse Velho Oeste, sua missão, eliminar todos os seus ex companheiros. O tempo dos fora da lei está no fim.

O cenário do jogo é embasbacante. A Rockstar fez sempre um trabalho impecável com grandes cidades, cada vez mais criando ambientes incríveis, Liberty City estava de cair o queixo em GTA IV, em GTA V nós vimos uma Los Santos pulsante, a cidade não era só um cenário, estava viva. Como fazer o mesmo com um cenário vasto e vazio dos desertos do oeste americano? A Rockstar encontrou a resposta mantendo o nível de polimento presente, cada detalhe importa. As viagens de carro, presentes na série GTA aqui são substituídas por longas viagens a cavalo, mas no lugar de muitos transeuntes, temos outros cowboys que passam pelas estradas desertas, por vezes um fugitivo da lei sendo perseguido por oficiais (que você pode ou não interferir), uma tentativa de assalto, ou mesmo um ataque de um animal selvagem. O deserto não foi domado, e cada trajeto representa novos perigos que estão a espreita.

O mapa também é vasto, então você vai se ver saindo de um calor escaldante do deserto de Armadillo para os Pântanos úmidos de Thieves Landing, as cidades caóticas do Mexico ou a cidade de Blackwater, onde a modernidade chegou, de onde homens de terno comandam as mudanças.

E o que esse jogo tem de tão especial?

distribuindo razões para amar esse jogo

Red Dead Redemption trouxe para o mundo dos jogos uma imersão em um mundo de velho oeste que nunca havia sido feito antes. Do seu predecessor, é seguro dizer que Red Dead Redemption trouxe o cenário, o nome e o efeito Dead Eye (Deixando o tempo mais lento para que você consiga escolher alvos e atirar numa velocidade impressionante).

De resto, RDR é um novo jogo, a história é original, o personagem, original (apesar de ter as cicatrizes que muito lembram as de Red Harlow, do primeiro jogo). Todo o arco da história, original. E o jogo bebe muito de GTA permitindo que o jogador tenha uma liberdade quase infinita no mundo de New Austin. Desde jogos de Poker, BlackJack, Liars Dice ou Five Finger Fillet. Assistir a sessões de filmes mudos em um cinema muito primordial. Participar de caçadas a bandidos procurados ou de rondas noturnas para manter a sociedade a salvo de baderneiros. Entre outras atividades lícitas e ilícitas que o jogo permite, que você pode acabar descobrindo apenas jogando (estou rejogando o jogo hoje, 8 anos após o lançamento e zerando pela 3ª vez, e ainda estou descobrindo coisas)

Toda o arco da história é muito pessoal e profundo. O que começa como uma caçada a ex colegas de bando termina quase como uma briga de família. E John está fazendo isso para poder se unir novamente com sua mulher e seu filho. Diferente de outros jogos da Rockstar, Red Dead Redemption não é tão caricato, os personagens possuem tons de cinza sendo muito difícil traçar a linha de quem é bom e de quem é mau.

No fim das contas, esse texto tem como a única intenção fazer você, leitor, que jogou Red Dead, rejogar o jogo antes do lançamento da continuação em Outubro. E para você que nunca jogou, ou jogou e não continuou, jogue, dê uma chance para esse jogo que com certeza está na minha lista de melhores jogos já lançados. E com toda certeza, figura no topo da minha lista de melhores jogos da 7ª geração.

Nerd: Matheus Farina

Após 24 verões, percebeu que as roupas não se lavam sozinhas. Começou a cozinhar aos 17 e desde então não parou mais. Acredita que é possível que exista no futuro a carreira de Noob Profissional de videogame, então, segue sendo medíocre e se divertindo muito. Single Player, RPGista e Card Gamer. Acha muito egocêntrico falar de si mesmo...

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