Nostalgia: Os 25 Anos de O Rei Leão

Cinema é uma arte realmente incrível: você pode transitar por diversas emoções, sentimentos ou em várias fases da sua vida. Mas jamais o espectador sentirá indiferença, tanto que é difícil encontrar alguém que não tenha aquele filme da vida ou filme da infância.

O gosto pode variar de cada um, mas há um seleto grupo de filmes que se tornaram clássicos e queridos, como ET, Conta Comigo, Os Goonies, De Volta Para o Futuro entre muitos e muitos outros.

E não é exagero nenhum dizer que O Rei Leão também é um desses filmes: querido, da infância e vida de muita gente e inesquecível.

Quem viu em 1994 percebeu que estava nascendo um novo clássico do cinema e que tudo lá foi feito para entrar na história, como personagens, cenas, músicas, trilha sonora, diálogos e até bordões.

Até mesmo a equipe de dubladores é clássica: a dublagem brasileira (que a grande maioria de nós vimos) é brilhante e muito bem feita, mas o elenco original de vozes possui um elenco respeitável, com nomes como James Earl Jones (voz também de Darth Vader) como Mufasa, Matthew Broderick como o Simba na fase adulta, Jeremy Irons excelente como o vilão Scar, ou até o nosso Mr. Bean como Zazu, entre muitos outros.

Como não se envolver com a história logo em sua cena de abertura, mostrando o pôr-do-sol e nascimento do Simba, quase como uma analogia ao nascimento do Salvador, apresentando o Reino e mostrando a relação familiar entre Simba e seu pai, Mufasa, ou o nascimento de uma paixão por Nala e a frieza de seu tio, Scar.

Ou da inesquecível morte de Mufasa, tudo muito arquitetado pelo vilão para usurpar o trono e aplicar seu golpe de Estado. O impacto da cena se dá de diversas formas e distintos pontos de vista, seja pelo próprio Mufasa (o desespero em salvar seu filho), pelo Simba (uma criança se sentindo impotente com essa tamanha responsabilidade) ou até pelo Scar (“os fins justificam os meios”).

Para muitos, esta é a cena mais comovente do cinema e há muitos motivos para isso. É uma das mais importantes, com certeza.

Mas quem disse que o filme para por aí? O nosso protagonista agora tem que lidar com o luto, com a perda e com a culpa pela morte de seu pai, eis que surgem um dos melhores alívios cômicos do cinema: Timão e Pumba, ensinando ao Simba e ao público que devemos esquecer os nossos problemas e aprendermos a lidar com isso: Hakuna Matata. É isso!

E vai além disso: além do valor motivacional, este momento também nos ensina que os amigos podem nos aliviar da culpa e dos problemas quando os familiares não conseguem, afinal, amigos são a família que escolhemos.

Sem contar a lição de maturidade: todos nós temos problemas e não há como voltar no tempo. Simba não pôde voltar atrás com a vida do seu pai, mas pode aprender a lidar com seu luto e até ficar mais forte com isso.

Tudo isso embalado pela trilha sonora magistral de Hans Zimmer (merecidamente vencedora do Oscar). Se O Rei Leão apresenta cenas épicas e personagens inesquecíveis, parte destes sentimentos vêm da trilha sonora, além das canções clássicas como Hakuna Matata, Circle of Life ou Can You Feel The Love Tonight, de Elton John (também vencedora do Oscar).

O Rei Leão foi a maior bilheteria do ano de 1994 (faturou 987 milhões no mundo inteiro) e uma das maiores dos anos 90 (só ficou atrás de Titanic, Jurassic Park e Star Wars – A Ameaça Fantasma). É um fenômeno cinematográfico, cultural e que, acreditem, será lembrado também para os próximos 25 anos.

Nerd: Raphael Brito

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