Nostalgia – Os 20 Anos de Toy Story 2

Toy Story, lançado em 1995, é uma animação que revolucionou o cinema e até hoje é referência, seja pela sua maravilhosa técnica ou por sua história cativante, tanto que, mesmo tendo passado mais de duas décadas de seu lançamento, a franquia ainda está presente nos cinemas e em nossos corações.

            E após 4 anos do lançamento do primeiro filme, chegava aos cinemas a continuação, Toy Story 2, que, de início, ia direto para home vídeo, algo comum nas continuações de animações da época, mas o resultado saiu tão incrível que não tinha como a história não ser contada e vista na tela grande.

E a decisão foi mais do que acertada: Toy Story 2 foi das maiores bilheterias do disputado ano de 1999 – ano de Matrix, O Sexto Sentido, Star Wars… – venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme de Comédia/Musical, concorrendo contra pesos pesados como Um Lugar Chamado Notting Hill e Quero ser John Malkovich, gerou produtos jogos de videogame e muitos o consideram superior ao original.

            Mas a verdade é que os filmes da franquia se completam e escolher o favorito acaba sendo uma escolha mais emocional do que racional.

            Desta vez, com os personagens já consolidados, os brinquedos de Andy estão em harmonia em seu quarto, até que sua mãe resolve vender alguns objetos usados de sua casa, porém, um colecionador excêntrico sequestra o Woody e o leva para sua casa, com a missão de levá-lo ao Japão junto com seus outros brinquedos: Stinky, a vaqueira Jessie e o irresistível cavalo Bala no Alvo.

Os outros brinquedos partem em busca do Woody e a aventura está garantida.

            O filme já começa com tudo: a cena de abertura apresenta Buzz Lightyear contra o Imperador Zurg, com várias referências aos clássicos da ficção científica, como Star Wars ou 2001 – Uma Odisseia no Espaço. Depois, descobrimos que se trata de um jogo de videogame e a trama começa de fato.

            Toy Story 2 é claramente maior, mais ousado e mais bem feito do que o filme original, o roteiro é consistente e por mais que a técnica evolua, o que fica marcado é o coração e o envolvimento emocional com os personagens e história – para quem duvida, reveja o final do terceiro filme, difícil será segurar as lágrimas.

Sem contar a adição da maravilhosa Jessie e do Bala no Alvo, que logo se tornaram queridos do público. E as lições e metáforas sobre amizade são uma bela mensagem às crianças de 8 a 80 anos. Comove sem ser piegas.

            Aliás, a cena do flashback da Jessie ao som de When She Loved Me (canção indicada ao Oscar) é o ponto alto do filme, na qual é impossível não se comover e não foi difícil encontrar quem chorou neste momento.

Não é exagero dizer que Toy Story seja a principal franquia de animação da história do cinema e este segundo filme chegou para consolidar e aquecer os nossos corações para não nos esquecermos da criança que há em cada um e muito menos destes personagens cativantes.

            O difícil foi esperar 11 anos para o terceiro filme e mais 9 para o 4º.

Nerd: Raphael Brito

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