Nostalgia: Os 20 Anos de Matrix

Não é todo dia que um filme revoluciona seu gênero e não é exagero dizer que a ficção científica se divide entre antes e depois de Matrix. Em um gênero com tantas outras obras que o redefiniram, como 2001, Metrópolis, Star Wars, Star Trek, Matrix também é um exemplar que mudou o cinema e a forma de como enxergamos o mundo.

O ano era 1999, um ano mágico e poderoso para o cinema com obras-primas como Beleza Americana, O Sexto Sentido, Clube da Luta, entre outros e é difícil apontar qual foi o filme mais comentado na ocasião.

E Matrix mudou paradigmas por uma série de motivos: seja pela sua filosofia, questões, personagens ou cenas espetaculares.

Foi uma pena que as continuações focaram mais na ação, menos na filosofia e são filmes destruídos por público e crítica, mas nada anula o efeito que Matrix ainda provoca.

Não é difícil encontrar pessoas que viram o filme e a cabeça explodiu, encantado com tudo o que viu e sem saber de entendeu 100%
A história pode parecer difícil, mas é simples. O fato é que as questões levantadas tornam o roteiro mais complexo, mas sua essência é simples – e a série da HBO, Westworld, bebeu muito nessa fonte.

O filme sugere que o mundo que conhecemos é uma simulação de computador dominado pelas máquinas. Neste cenário temos Neo (Keanu Reeves) hacker e programador que é escolhido por Morpheus (Lawrence Fishburne) para liderar essa guerra contra as máquinas.

Quem dirige o filme são as Irmãs Wachowski e fazem tudo certo aqui, desde a direção de atores, sua técnica maravilhosa e todas as referências que elas conhecem como poucos..

O filme é uma grande mistura de referências, como ao cyberpunk, Blade Runner, Ghost in the Shell, Metrópolis, Alice no País das Maravilhas, mas assim como Stranger Things, que também é uma mistura de referências, acabou se tornando referência, aqui no caso para a ficção e no caso da série, para quem quer fazer uma obra nostálgica eficiente.

Isso sem contar as cenas clássicas: logo na abertura, Trinity (Carrie Anne-Moss) dá aquele chute no ar, ou a luta entre Neo e Morpheus, em uma clara referência ao Kung Fu, ou o Resgate a Morpheus, começando pela luta no lobby de um prédio, tendo seu clímax no alto de um prédio, com o famoso efeito bullet time (que também virou referência), terminando com o helicóptero explodindo e colidindo com o prédio.

Matrix foi a 3ª bilheteria do ano de 1999 (ficou atrás de Star Wars – Episódio 1 e de O Sexto Sentido) e não bastasse todo o sucesso de público e crítica, venceu 4 merecidos Oscar técnicos: Efeitos Especiais, Montagem (e concorria contra os favoritos Beleza Americana, O Sexto Sentido e O Informante), Mixagem de Som e Edição de Som.

É daqueles filmes que só aumentam nossa paixão pelo cinema, levando discussões que vão além do filme, que podem levar horas e horas onde nada é o que parece ser. Gostar ou não é um direito de cada um, mas é impossível ficar indiferente ao fenômeno que Matrix foi e ainda é.

Nerd: Raphael Brito

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