Nostalgia: Os 10 Anos de Zumbilândia (2009)

Os zumbis não são novos no cinema e na cultura pop, eles já foram explorados por diversas vezes, mas não é exagero dizer que estes seres ficaram mais populares com o grande público após o sucesso da série The Walking Dead.

Mas se levarmos em conta o sucesso cult de A Noite dos Mortos Vivos, de George Romero, lançado em 1968 ou Todo Mundo Quase Morto, de 2004, não é besteira nenhuma dizer que os zumbis sempre estiveram aí, só era algo mais de nicho ou para os fãs, mas agora o público mais geral descobriu esses seres tão fascinantes quanto perigosos.

E não apenas isso: esse universo zumbi é passível de várias interpretações e pontos de vista diferentes para dissertar sua história, essa é uma das razões porque as histórias não cansam e o público sempre anseia por mais.

É justamente isso que vemos no já clássico cultuado, Zumbilândia.

O filme se tornou uma surpresa da temporada de 2009 e não demorou muito para criar uma legião de fãs, que até hoje ecoam frases, cenas, personagens e não é muito difícil encontrar colecionáveis ou cosplays do que vemos em tela.

Zumbilândia conta a história de um mundo pós-apocalíptico onde os zumbis infectaram a humanidade. Neste cenário, conhecemos os nossos dois protagonistas: Tallahassee (Woody Harrelson) e Columbus (Jesse Eisenberg), dois sujeitos completamente diferentes, mas que se tornaram amigos. Tallahassee não tem medo de nada e enfrenta os zumbis de igual para igual. Já Columbus é um jovem tímido, que passa o tempo todo em casa jogando videogame.

Nenhum dos dois foi infectado pelo apocalipse zumbi, mas não são os únicos sobreviventes: tanto eles quanto o público conhecem as duas jovens Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin), personagens tão ou mais fascinantes quanto os dois.

Zumbilândia é a simetria quase perfeita entre uma boa história, bom tom de humor (embora se leve muito a sério) estabelece bem suas regras, boa ambientação e a excelente química dos personagens.

Se o filme se tornou querido, uma das razões foram os atores e personagens em tela, tanto que todos ainda estão famosos e até indo para as premiações (Emma Stone ganhou seu Oscar em 2017 por La La Land).

Sem contar as várias referências aos clássicos do gênero, como os próprios filmes de Romero ou Todo Mundo Quase Morto, de Edgar Wright ou Madrugada dos Mortos, de Zack Snyder.

O filme se comporta como original, mas respeita as referências e nem mesmo o diretor escondeu sua admiração por Romero ou os outros filmes.

Sem contar o ritmo frenético (típico também do Edgar Wright) e o delicioso sabor pop que tornam este um filme como poucos.

Até mesmo o título é um “personagem” do longa, pois o sufixo “lândia” remete a um parque de diversões, que este filme de fato é e como os filmes da Marvel são, como o próprio Martin Scorsese disse.

E isso não é uma crítica.

Mas nada disso é a melhor coisa em Zumbilândia: como não lembrar da hilária ponta de Bill Murray? É uma grande homenagem ao ator, vemos referências a vários clássicos dele, como Caça-Fantasmas, Feitiço do Tempo e até Encontros e Desencontros, sem contar que ele se diverte em cena e até nos esquecemos de sua fama de mal-humorado.

Zumbilândia é uma montanha-russa de sensações, emoções, eação alucinante, com um elenco, direção e roteiros afiados. Não por acaso, sua continuação, Atire Duas Vezes, se transformou em um dos filmes mais esperados de 2019.

Nerd: Raphael Brito

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