MIB: Homens de Preto Internacional perde a chance de inovar

Homens de Preto foi uma febre mundial quando foi lançado. Me lembro até hoje de tudo o que rolou ao redor da produção que trazia Will Smith e Tommy Lee Jones em um filme de ação com comédia, que conseguiu agradar os mais variados públicos: do infantil aos vovôs (caso verídico).

Me lembro até hoje das adaptações que foram criadas para RPG (que saudade da Dragão Brasil), mas principalmente da trilha sonora! Homens de Preto entrou para a cultura pop de maneira avassaladora e foi isso que fez render outros 2 filmes com os astros originais.

Os tempos mudaram, 7 anos se passaram desde o último capítulo (lá em maio de 2012) e em época de reboots e remakes, porque não arriscar continuar uma franquia lucrativa?

Agent M (Tessa Thompson) and Agent H (Chris Hemsworth) in the lobby of MIB London in Columbia Pictures’ MEN IN BLACK: INTERNATIONAL.

Pra isso chamaram 3 atores de peso e muito bem cotados atualmente, para “substituir” o antigo cast: Chris Hemsworth, Tessa Thompson e Liam Neeson. E é claro que a comparação com o antigo “crew” ia rolar. Mas nisso o filme consegue entregar algo que ao mesmo tempo lembra a antiga dinâmica, mas muda em alguns sentidos, colocando o agente H como a figura que “em teoria” deveria ser funcionar como o agente K e a agente M na função do agente J. O que eles acabam é invertendo o humor dos personagens, deixando a novata com a parte “séria” da história e H com a pegada mais cômica e mais despreocupada da vida.

E tirando isso e que agora estamos com 7 anos mais evoluídos em efeitos visuais, não há uma grande inovação na trama. Tudo parece seguir exatamente a fórmula dos originais (que funciona até certo ponto).

Sendo assim é um filme que vem “apenas” para ser um daqueles pra você desligar o cérebro e se divertir. E não falo isso de uma maneira ruim, porque parece que cada vez mais existe uma pressão por filmes que façam a audiência pensar por dia neles, bolando teorias e explicações. É necessário sim que existem filmes mais leves, apenas para o puro deleite. Porém, o novo MIB não traz nenhum atrativo que o faça fica no mesmo patamar de seus anteriores e fique marcado na cabeça do espectador: nem mesmo a trilha sonora é marcante.

E claro, perderam a grande oportunidade de realmente transformar em algo INTERNACIONAL. Sim, a aventura acontece em várias partes do mundo, mas poderia ser tudo no mesmo lugar que não faria a menor diferença. Ao ser internacional, queríamos ver os MIB de culturas diferentes, e não somente os ingleses, que praticamente são uma cópia mais elitizada dos americanos.

É o tipo de filme que enquanto você está assistindo, você se diverte. Mas quando acaba, é isso. Acaba, não irá criar um sentimento de “gostaria de ver isso novamente”, como por exemplo, tenho com MIB 1 até hoje. De qualquer maneira, merece ser visto para que ao menos você entenda o que aconteceu com a agência (e tem referências aos primeiros filmes) e com isso, talvez uma continuação seja feita e eles realmente aproveitem a chance.

Nerd: Carlos AVE César

EXAGERADO! Jogado aos seu pés, eu sou MESMO EXAGERADO! Filho único, egoísta, mimado e mal-humorado. Produtor de Eventos, Engenheiro de QA e butequeiro! Buscando CONHECIMENTO, com cachorro-quente e guaraná. Também sou a personificação da Vingança! Twitter: @ONovoNerd Facebook: http://www.facebook.com/carloscesarcarvalho

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