Trilogia Feios | Scott Westerfeld

Fala, Nerds! Este post está entre uma review e  minha opinião sobre o livro, mas vou tentar ser breve ^.^

Nem faz tanto tempo assim desde a última leitura, mas enquanto espero o lançamento de Shattered, o terceiro livro da trilogia Reiniciados sobre o qual falei no último post, eu não podia ficar sem ler nada, certo?

A bola da vez é a “meio que trilogia”, Feios do Scott Westerfeld. Mas Tris, por que “meio que trilogia”? Bom, a saga foi pensada e escrita como sendo uma trilogia, mas em 2007 o autor lançou outro livro chamado Extras, mas a história principal acaba no terceiro. 

Os dois primeiros livros da saga, Feios e Perfeitos,  foram lançados em 2005(sim, eu sei que faz muito tempo) e Especiais em 2006, mas eis o motivo para eu não ter lido esta série antes:

 

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Lembram que eu disse que odeio a maioria das capas que tem gente de verdade ilustrando? É por isso. Parece que foi feito com pressa e sem o menor cuidado. Mas deixando meu ódio pela capa de lado; vamos à história.

Novamente, estamos em um mundo distópico cheio de ficção e fantasia. Do contrário da maioria dos livros que li até agora, neste aqui já se passaram 300 anos desde a queda dos Enferrujados (como nossa geração aqui é conhecida pela população futurista), assim o autor tem o difícil trabalho de conseguir situar o leitor dentro de uma nova sociedade cheia de tecnologias novas e costumes diferentes, como pranchas voadoras, refeições inteiras em pílulas ou dedos mindinhos substituídos por cobras (!!!).

Nesse mundo todos passam por uma cirurgia quando chegam aos 16 anos de idade. Tipo um sweet sixteen, só que em vez de um vestido e um príncipe, você ganha uma cirurgia e muda o corpo todo… todo mesmo! Tamanho e cor dos olhos, cor da pele e cabelos, seus ossos são triturados e substituídos por um material mais resistente que não quebra fácil, você pode até instalar antenas sob a pele para conseguir conversar com seus amigos sem precisar de nenhum tipo de aparelho, ou quem sabe você queira colocar algumas pedras de diamante nos olhos?

Dá para perceber por que eu disse que o autor tinha o trabalho difícil de fazer o leitor acostumar-se com ideias bizarras assim? Mas ele faz o seu trabalho muito bem. O ritmo é muito bom do começo ao fim, você consegue acompanhar toda a história de forma íntegra, sem pressa e o ritmo continua o mesmo durante os 3 livros.

Mas eu tenho que admitir que a minha relação com a saga é de amor e ódio. Sim, porque ao mesmo tempo em que o autor consegue passar suas ideias e te manter interessado na história, te faz querer matar a protagonista. Tally Youngblood é feia no primeiro livro e parece ser a típica garota fresca que sonha em fazer seus 16 anos para virar Perfeita e acaba se tornando extremamente egoísta por conta disso.

É perdoável que a personagem principal não te cative no começo, afinal, você não conhece Tally, ela ainda é muito superficial, mas meus rage moments eram sempre no final de cada livro. Minha vontade de jogá-lo livro na parede era vencida pela minha curiosidade de saber o que aconteceria no próximo.

Sem spoilers, resumidamente é o seguinte: em cada livro, você tem que aprender a gostar da personagem de novo. E não é uma tarefa fácil.

A história se desenvolve muito bem durante a série. Você é apresentado a personagens que, por sua vez, nos apresentam novos cenários e situações. Cada vez mais entramos na mente de Tally; ela vai ganhando profundidade conforme você fica engajado na história e, mais cedo ou mais tarde, você acaba identificando-se com ela.

Acho que, em uma escala de 1 à 10, a série merece um 8.

Mas respondendo o que todos querem saber: Sim, os livros valem muito a pena. Qualquer autor que consegue fazer você se apegar ao personagem de novo e de novo, merece ter o trabalho reconhecido!

Por hoje é só pessoal! Até a próxima , Nerds! :)

Nerd: Beatriz Napoli

Devoradora de livros, publicitária apaixonada, tem dois pés esquerdos e furtividade 0 para assaltar a geladeira de madrugada. Se apaixona por personagens fictícios com muita facilidade, mas não tem dinheiro para pagar o psiquiatra que obviamente precisa.

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