The Exorcist – Clichê ou fórmula do sucesso?

Para um amante do terror, o titulo Exorcista – ou no original “The Exorcist” – é mais do que um simples filme de terror, é uma sequência com um plot que vai além de uma simples possessão demoníaca.

Bem, mas se por acaso você ainda não assistiu ao filme ou nenhum dos filmes, segue um resumão: O primeiro filme é de 1973 e conta a história da possessão de uma garota de 12 anos. Foi inspirado no livro The Exorcist, que contava a história de um exorcismo de uma garoto de 14 anos, documentado em 1949. No filme, acompanhamos a história da família MacNeil e a possessão de Regan, que foi interpretada por Linda Blair.

Houve uma repercussão enorme por conta dos acontecimentos que rodeavam toda a produção do filme. Tudo isso rendeu até uma super matéria no Fantástico lá pelos anos 2000, em que Linda Blair contou que não soube como gravou a famosa cena em que ela desce pela escada. O que mais encanta em toda a série de filmes baseada no livro de William Peter Blatty é a preocupação em deixar com que todos os filmes que tratam do assunto falem sobre o assunto da mesma forma. É até engraçado, pois até o recente Invocação do Mal segue a mesma proposta do mais antigo dos filmes, como é o caso do filme de 1973,  em que diversas edições de som e imagem foram feitas baseadas naquilo que Ed e Lorraine Warren (protagonistas de Invocação do Mal) relatavam da experiência vivida do caso de Amityville. Houve também várias polêmicas sobre mensagens e imagens subliminares que alguns viam nos filmes, que depois foram esclarecidas pelos roteirista de como foram plantadas propositalmente para instigar no publico a curiosidade pelo filme. Após o filme original, tivemos mais três filmes da série, sendo o mais recente o Exorcista – O Início, que cronologicamente aconteceu antes do caso dos MacNeils. O filme não obteve tanto sucesso assim, pois todos esperavam mais da história e esperavam que Linda Blair retornasse às telas.

Eis que a Fox, depois de 11 anos, decide trazer de volta o clássico de William Peter, um thriller que prometeu ser a reinvenção do clássico Exorcista de 1971, dessa vez como uma série. The Exorcist conta a história dos Rances (ou mais ou menos isso, sem spoilers, é claro), quando sua filha mais nova Casey começa a ter distúrbios psicológicos e sua mãe está completamente convencida de que a filha está sendo possuída por um demônio. Você que já assistiu aos filmes deve está se perguntando qual seria a ligação do caso atual com os filmes, e bom, essa resposta saiu bem no episódio 5, quando toda a trama finalmente foi liberada para nós, espectadores. Vamos logo para sinopse antes que eu solte vários spoilers indesejados…

Tomás Ortega (Alfonso Herrera) é um padre progressista, ambicioso e compreensivo, que coordena uma pequena paróquia localizada no subúrbio de Chicago. Já o padre Marcus Keane (Ben Daniels) trabalha num dos bairros mais pobres da Cidade do México, sendo completamente obcecado por sua missão religiosa. Ambos se encontram quando precisam lidar com o caso de possessão demoníaca que aflige a família Rance, que integra a paródia do padre Tomás. Desesperada com a situação de sua filha Katherine (Brianne Howey), Angela (Geena Davis) procura a ajuda dos padres. Por mais que eles tenham grandes diferenças de comportamento, precisam unir forças para enfrentar o maior desafio de suas vidas…

Como bom amante de terror, tenho que confessar: o inicio da série foi um fracasso, pois as coisas começaram a acontecer sem sentindo algum. Até a forma com que a mãe procura a igreja para ajudar sua filha fica bastante vaga. Só que, após descobrir a ligação entre a série e o filme de 1971, eu simplesmente fiquei encantando com o que os roteiristas conseguiram criar sobre um assunto como esse, que envolver muito mais do que cenários e efeitos bacanas.

O terror não deve te encantar apenas pelo assustador ou pelo suspense, e muito menos pelo sangue ou vozes estranhas que saem da boca dos personagens. Esse é o grande diferencial de The Exorcist, principalmente no seriado, onde você tem mais tempo para dissolver o plot principal e criar plots secundários ao redor de tudo. Fazer drama é muito fácil e todo mundo que assiste a seriados com certeza tem mais uns dois dramas adicionado à sua grade. E esse é o grande desafio da série da Fox, que a cada semana tem superado as expectativas. Eu mesmo confesso, logo no primeiro episódio já esperei cenas como o tapa que Regan dá em sua mãe ou a famosa cena da escada, e foram coisas que gradativamente foram ou estão sendo construídas, porém, separadas e juntas da trama original (se é que isso é possível).

Então qual seria o diferencial da série? Trazer Geena Davis as telinhas? Sim! Uma ótima atriz que rende suspiros e aplausos por onde passa. Seria também contar a história não contada nos outros clássicos? Pois, basicamente, funciona dessa forma: temos a possessão e o olhar de quem está de fora, geralmente o padre ou algum familiar. Agora, em The Exorcist, temos olhar de Casey perante tudo aquilo e de como o seu contato com o tal demônio a prejudica, e como esse contato foi feito e como as coisas realmente aconteceram sem que ela nem mesmo percebesse o que estava fazendo. Sem duvidas deixam muitas perguntas em aberto, não é mesmo? Creio que essa seja o sucesso de grandes seriados como The Walking Dead, Game Of Thrones, Orphan Black, Fringe e X- Files (as duas últimas, mesmo já finalizadas, tinham essa pegada diferente do comum).

Eu não sei vocês, mas estou apostando cada dia mais nesse sucesso da Fox e estou ansioso pelas promessas feitas pelos roteiristas lá na San Diego Comic Con de que teríamos um possível “ao vivo” diante de nossos olhos. E Se você ficou curioso, deixo o tenebroso trailer desse show impecável que é The Exorcist.

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Nerd: Luan Menezes

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