RPG de tiro com espadas a laser! – SAO Fatal Bullet

Que Sword Art Online é um sucesso ninguém pode negar, a série de mangás vendeu mais de 19 milhões de unidades, e os jogos já contabilizam 2,34 milhões de unidades vendidas sem contar o objeto deste texto. Ambientada em um futuro próximo em que a tecnologia permite a criação de ambientes virtuais completamente imersivos, dez mil pessoas ficam presas em um jogo virtual, onde morrer no jogo significa a morte real, e qualquer tentativa de desconexão é inválida. Entre os jogadores está Kirito, o protagonista.

A História de Sword Art Online é baseada em uma Light Novel, um livro, e se desenvolve ao longo de duas temporadas já lançadas do anime, um longa de animação que vendeu mais de 20 mil cópias rapidamente e um total de 5 jogos.

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E haja história para contar…

Quando a Bandai anunciou que traria Sword Art Online Fatal Bullet para o Brasil completamente traduzido, é lógico que eu fiquei pulando de feliz. Seria o primeiro a ser disponibilizado fora das plataformas Sony, com textos completamente em português, e com apenas duas semaninhas de diferença do lançamento japonês (até hoje sou um dos que espera a tradução de SAO: Infinity Moment para PSP). Quando o lançamento finalmente ocorreu, fiquei tão feliz que precisei escrever esta resenha!

Sword Art Online: Fatal Bullet (a partir de agora apenas Fatal Bullet) foi lançado no japão duas semanas antes do seu lançamento no ocidente e já tinha muita gente animada com a mudança de jogabilidade que esse título traria para a franquia. Em Fatal Bullet o jogador está num mundo de realidade virtual baseado em combate com armas de fogo, o Gun Gale Online, ou GGO. Você incorpora um iniciante que precisa aprender as mecânicas básicas de movimentação e combate, além de acompanhar uma personagem que serve de guia durante a sua primeira missão. Logo de cara, Fatal Bullet se mostra diferente pois você não controla Kirito, e sim um personagem customizável. Isso causou uma certa estranheza mas foi bem recebido, pois agora você pode ser como você quiser e todas as características, com exceção do sexo do personagem, podem ser alterados posteriormente.

O jogo também trouxe uma mecânica de combate em terceira pessoa muito centrado em armas de fogo, então, nada de sair correndo em direção aos oponentes, você pode ser sobrepujado facilmente e depender de seus companheiros de grupo para ser salvo. Espere um combate mais tático, indo de cobertura para cobertura para escapar da linha de fogo inimiga.

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O ministério dos jogos adverte, não tomar tiros é benéfico para a sua saúde!

A História Principal segue a história alternativa iniciada em Sword Art Online: Infinity Moment de 2013, portanto personagens inéditos ao anime estão presentes e acontecimentos grandes não ocorreram! Você não precisa ter jogado tudo para poder jogar Fatal Bullet, mas esteja preparado para ver novidades.

A primeira meia hora do jogo, entretanto, pode ser bem monótona, como boa parte dos RPGs japoneses baseados em anime, a história é muito evidenciada e, caso você não esteja muito no clima, pode sentir uma barreira para iniciar, o jogo é bom, mas o ritmo é um pouco cadenciado demais no começo. Quando você finalmente estiver livre para decidir o que fazer, pode ficar um pouco perdido com as opções, já que boa parte das informações realmente importantes não foram descritas logo de cara, como a diferença das classes e o uso de habilidades e itens.

Montar o seu esquadrão para uma missão é essencial, e você pode sofrer a duras penas caso não se atente a isso. Mas, a sua companheira adquirida no começo do jogo se mostra uma parceira tão valiosa que mesmo que ela seja mais fraca em relação aos outros personagens, você vai querer evoluir ela no seu time! Já cada um dos outros personagens têm suas próprias forças e fraquezas, então, você pode montar um esquadrão que aguente mais a pancadaria para você poder dar o suporte ou ficar de longe com seu fuzil. Ou, caso você seja o jogador que gosta de ir para a ação de cabeça, lembre-se sempre de ter um bom suporte com você!

O Grinding do jogo, ou seja, enfrentar diversas vezes os mesmos monstros para subir de nível, é muito importante também. Evoluir de nível é imprescindível para que você avance no jogo e isso acaba alongando um pouco a experiência. Mas, como todas as missões de eliminação de oponentes ficam disponíveis para serem refeitas após serem completas, você pode conseguir recompensas diversas vezes, o que facilita um bocado!

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Matar o mesmo monstro pela centésima vez até tem suas vantagens!

Apesar da história central ser nova, ela é relativamente curta. E se você for um Speed Runner pode terminar o jogo em um dia. Caso você seja um complecionista, separe boas dezenas de horas para explorar todos os mapas, dungeons, reunir recursos, fabricar armas e roupas, coletar a maior quantidade possível de itens e desenvolver diversos estilos de jogo.

Aliás, um ponto interessante está após o final do jogo, que possui um “New Game +”  permitindo a você continuar a jogar e fazer diversas missões com oponentes mais difíceis! Outro modo de jogo que Fatal Bullet traz é o “Kirito Mode” onde você pode jogar com o personagem principal da saga e aproveitar todas as habilidades do protagonista mais roubado dos animes!

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A Sinnon (a esquerda) é uma das personagens mais duronas do jogo inteiro!

Uma coisa que me chamou MUITO a atenção logo de cara, foi que, por diversas vezes, nos diálogos do começo do jogo, você é apresentado a personagens femininas que comentam a falta de presença feminina no mundo do jogo, e como elas preferem jogar com outras meninas, ao invés de participar de grupos mistos. Isso me chamou a atenção justamente por ser um jogo japonês, que tem uma cultura predominantemente machista em relação à cultura ocidental e que achei uma discussão muito válida de ser colocada em pauta!

Fatal Bullet se destaca por colocar nas mãos do jogador o controle e a experiência de imergir em Gun Gale Online, participar das quests, dos campeonatos e de enfrentar poderosos oponentes. Uma evolução muito digna da franquia Sword Art Online, vou ficar de olho nas expansões e conteúdos extras que possam vir para aumentar ainda mais esse mundo incrível. Mesmo com falhas, Fatal Bullet vai ser um jogo que eu vou querer jogar mesmo depois de ter terminado!

 

Nerd: Matheus Farina

Após 24 verões, descobriu que não há pote de ouro no fim do arco íris... Como sua mãe sempre disse que ele escrevia bem, decidiu que queria fazer isso para viver, mas como a empresa de luz não aceita cartas como pagamento, está um pouco difícil.

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