Resenha de “A Crônica do Matador do Rei: O Nome do Vento e O Temor do Sábio”

O que falar desse livro que mal conheço e considero pacas?… Piada ruim né? Mas o texto é bom, então leia. Sinceramente, fazer uma resenha ou uma critica é algo absurdamente difícil por você ter que manter a neutralidade sobre o respectivo assunto, então tentarei dar minha opinião sem neutralidade, vai ser simples: irei falar do que gostei e o que achei de “O Nome do Vento” e  “O Temor do Sábio” de Patrick Rothfuss.

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Com certeza é um livro tão imersivo que acompanhado de um bom café faz você perder horas entrando nesse mundo. Mas o que ele tem de tão especial? Muitas coisas, mas a principal delas é os detalhes. Os detalhes que vão desde o sistema monetário, até língua e características diferentes de personagens e suas cidadanias dentro do mesmo universo. É encantador.

Kvothe (pronuncia semelhante com Kuouth) é um protagonista que, de primeira, não te desperta um encanto, mas desperta algo como empatia em muitos momentos, e te deixa com raiva e incrédulo em outros. Se você espera que Kvothe seja um protagonista galante que te prende a história, esqueça; ele é sarcástico, irônico e cheio de si, orgulhoso como um pavão, arisco como um felino, inteligente como um homem vivido, mas acima de tudo bondoso como uma criança.

Kvothe

O livro demora para engrenar no começo, afinal ele tem que trabalhar o encontro de duas pessoas para a história acontecer. Uma delas é Kote e outra é o cronista. Uma vez juntos, a história de como o lendário Kvothe que (apesar de todos os feitos) é um homem, que sofreu, amou, ganhou e perdeu, acaba flui. O livro alterna entre dois momentos distintos: o presente e passado. Com essas alternâncias, principalmente no primeiro interlúdio, trás a você momentos dramáticos e ao mesmo tempo fantásticos. Mas o que seria desse livro sem Bast, Deoch, Moula, Devi, Feila, entre outros? Ah, claro! Como esquecer da tão polêmica Denna ou da doce Auri.

dennaO Nome do Vento não se preocupa apenas com Kvothe e sua busca; ele explora e instiga todas as ricas culturas que ele apresenta pelos olhos de nosso protagonista, mas falar de O Nome do Vento também é falar de sua maior atração: A MÚSICA O que seria dessa obra sem as cantigas de criança, sem Illien , sem Latoeiro Curtumeiro e, claro, sem Sir Savien e Alloine(O Lai de Sir Savien Traliard)?

A música em O Nome do Vento nos revela não só a verdade, mas também as emoções, como não suar frio em alguns momento na Eólica, ou lembrar com ternura os momentos de trupe. Em Temor Do Sábio temos todas essas emoções ainda mais ampliadas, e pela primeira vez temos um contato realmente com outras crenças e povos, costumes e lendas. E Kvothe fica muito mais perto de seu objetivo.

Na segunda parte de suas crônicas nosso protagonista mostra sua fúria e sua paixão de modos extremos, conhecemos a toda sensual Feluriana e o perigoso Cthaeh. Também conhecemos a corte de Alveron e muitas especulações são formadas ali, principalmente em torno de Meluan Lackless Temor do Sábio consegue ser muito melhor que seu antecessor. É incrível como Patrick amplifica de forma magistral seu mundo e as emoções e carisma de seus personagens, até mesmo os secundários. E com certeza você vai refletir muito tempo sobre os Ademranos e sua sociedade, e claro, sobre a Lethani.

musica-silencio2Vale ressaltar aqui dois spin-off da série: A Música do Silêncio e o Conto de Bast, presente no livro “O Príncipe de Westeros” e outras historias. Se você quiser se apaixonar, odiar, rir e chorar sem se apegar a um mas sim em tudo, venha para os Quatros Cantos, beberemos um Scutten e cantaremos, ouviremos lendas do Grande Taborlin e nos embriaguemos, nessa linda boemia que é O Nome do Vento.

Nerd: Bruno Di Grande

De São Bernardo para o mundo, um nerd, geek, doido por livros e jogos, pai de 2 filhos falando sobre o que gosta,e nas horas vagas dormindo um pouco e administrando a Irmandade Geek e a Game of Thrones Brasil L&S

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