PERDIDOS NO ESPAÇO da Netflix: Vale a Pena?

Fala Khalasar! Beleza?

Demorei mas finalmente resolvi falar sobre a nova versão de Perdidos No Espaço da Netflix. Não, não é uma das melhores série sci-fi já feitas, mas que merece uma certa atenção pela qualidade de sua produção técnica e “inovação” na construção inicial da narrativa.

Eu não assisti a série original, logo não posso fazer um comparativo entre as adaptações. O máximo que me lembro é do filme feito na década de 90, que contou com a participação de Matt LeBlanc, no papel de Dom.

Muitas pessoas podem achar isso negativo, mas em minha opinião o fato da narrativa não ficar tentando se prender à “realidade” é um ponto positivo. Por exemplo: muitas produções não se preocupam em demonstrar que no espaço não há barulho e isso não influência na história que está sendo contada.  Claro que tudo depende da narrativa que está sendo contada, principalmente como é contada. Perdidos no espaço é um drama de space-opera, na verdade um drama familiar que tem como contexto um background sci-fi.

Outro ponto que gostei foi a tecnologia usada: não é algo que a gente não consegue sequer conceber. Muito pelo contrário, tudo o que é mostrado já está bem próximo de ser realmente desenvolvido, mesmo que seja apenas a fase de prototipagem. É algo que se aproxima da nossa realidade.

Essa é a principal diferença para série original, já que na versão moderna o robô não é criado pelos seres humanos, mas por uma raça alienígena (a qual ainda não temos informações).

Já sobre os personagens, acredito que apenas 3 tem grande destaque: Judy, Penny e Don. São os 3 mais humanos e os mais bem construídos, passando por situações mais complicadas e criando uma conexão com a audiência.

Já os pais, John e Maureen, são necessário para o desenvolver da trama, principalmente o início. Servem mais como ponto de apoio para os outros personagens e uma forma de fazer a trama caminhar, porém isso as vezes acontece de forma muito simplória, o que causa certo desconforto quando os problemas são resolvidos “facilmente”.

Mas o pior da série, infelizmente, tem relação com as personagens Doutora Smith, Will e o robô. O que deveria ser uma inteiração única entre o robô e Will acaba sendo desconstruído de forma bem boba (para não dizer outra coisa) e transforma Smith em um super gênio do crime. Aliás, durante toda a temporada ela parecer ser um ser humano muito mais esperto do que todos os outros juntos e tudo isso tenta ser explicado através de sua sociopatia.

Se você quiser saber mais detalhes sobre tudo isso, basta ver o vídeo abaixo:

Apesar de tudo, acho que ainda vale a pena que você assista o novo Perdidos no Espaço, principalmente se estiver buscando um programa em família.

Me conta nos comentários suas expectativas para a série ou o que achou (se você já assistiu).

Isto fica feliz em ser útil!

Nerd: Carlos AVE César

EXAGERADO! Jogado aos seu pés, eu sou MESMO EXAGERADO! Filho único, egoísta, mimado e mal-humorado. Produtor de Eventos, Engenheiro de QA e butequeiro! Buscando CONHECIMENTO, com cachorro-quente e guaraná. Também sou a personificação da Vingança! Twitter: @ONovoNerd Facebook: http://www.facebook.com/carloscesarcarvalho

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