Nostalgia: Os 10 Anos de Homem de Ferro

Homem de Ferro é o primeiro filme da Marvel Studios, de forma independente. O ano era 2008 e os filmes de super heróis já estavam consolidados no cinema com sucessos como X-Men, Homem-Aranha, Batman Begins, entre outros, mas este foi o pontapé inicial para o que hoje chamamos de Universo Marvel.

Era uma aposta arriscadíssima fazer uma super produção, um arrasa quarteirão com um herói até então pouco conhecido do grande público e com um ator que, na época, era conhecido por ser problemático, problemas com drogas, prisão e que não conseguia emplacar um sucesso.

Iron4Hoje em dia é difícil desassociar a imagem de Tony Stark com a de Robert Downey Jr, mas, naqueles dias, até Tom Cruise era cotado para viver o herói nas telonas.
Tom que provavelmente também faria um bom personagem, mas que já sendo uma estrela e ator consagrado, com uma franquia para chamar de sua – Missão Impossível -, talvez não teria marcado tanto quanto Downey, o personagem.

Sem contar que isso que vemos na Hollywood atual de os estúdios copiarem a Marvel, e onde cada um quer um universo para chamar de seu, lá em 2008, era algo novo. Assim como você interligar todos os filmes e no final juntar em um único – apesar de ter sido a jogada que transformou a Marvel, hoje, no maior universo dos cinemas, referências para muitos -, era algo que poderia dar errado.

O filme foi um grande sucesso de bilheteria, custou 140 milhões e faturou 585, a 2ª maior bilheteria do ano, só perdeu para o grande The Dark Knight. Na história, Tony Stark é diretor das Indústrias Stark, empresa especializada na produção de armas e está em uma missão no Afeganistão, onde é sequestrado, torturado e quase morto, mas cria uma armadura, consegue escapar e resolve usar sua tecnologia para fazer o bem. No entanto, seu sócio, Obadiah, está de olho em sua presidência e tecnologia e tem algumas intenções bem duvidosas.

Este é um dos filmes mais ousados da Marvel, logo no começo há uma discussão sobre o uso de armas, uma cena de sexo e o protagonista tomando bebida alcóolica, algo que os filmes da Marvel querem passar longe hoje em dia.
Mas o filme vai além disso, Homem de Ferro é uma grande história de origem, mesmo para quem não conhece os quadrinhos, mostra ali um anti-herói, no começo arrogante e mulherengo, mas que tem uma crise de consciência.

A ação do filme está bacana até hoje, não envelheceu, há grandes cenas aqui como a primeira que ele constrói a armadura e foge dos terroristas, a cena lá pela metade onde ele, já com a armadura oficial, salva os reféns do grupo terrorista e, claro, a luta final entre Homem de Ferro e Monge de Ferro.Iron3 O elenco está espetacular, Jeff Bridges está muito acima da média dos vilões da Marvel, ele transmite essa imagem ameaçadora, mas também tem classe, estilo e charme. Lembra muito o Lex Luthor do Gene Hackman.
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Terence Howard é o James Rhodes, que no futuro viraria o Máquina de Combate, mas que nos filmes seguintes foi trocado por Don Cheadle porque Terence não quis participar das continuações por razões salariais.

Gwyneth Paltrow, que passou anos odiada por seu Oscar por Shakespeare Apaixonado, agora caiu nas graças do público e se encaixou como uma luva como Pepper Potts. Mas o grande destaque mesmo é Robert Downey Jr, que como o grande ator que sempre foi, só precisava que pessoas como Jon Favreau e o Kevin Feige, hoje presidente da Marvel Studios, acreditassem nele para dar a volta por cima em sua carreira.

O filme ainda conta com diversos elementos que mais tarde veríamos em outros filmes da Marvel, como: os easter eggs, a Shield, e, claro, a cena pós-créditos com o Nick Fury falando da Iniciativa Vingadores.

Homem de Ferro recebeu 2 indicações ao Oscar, de Melhor Edição de Som, mas perdeu para o próprio The Dark Knight e de Efeitos Especiais, que perdeu para O Curioso Caso de Benjamin Button. Também é um sucesso de crítica, tem 94% de aprovação no Rotten Tomatoes e mesmo passados 10 anos de seu lançamento, se tornou este jovem clássico e um dos filmes mais importantes de super-heróis da história.

Nota-do-crítico-5

Nerd: Raphael Brito

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